CLP – Diagnóstico do crescimento econômico brasileiro
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Diagnóstico do crescimento econômico brasileiro

Desafios que nos impedem de criar a base fiscal para uma aceleração sustentável do crescimento

Em sua 1ª edição, a série dos CLP Papers traz o trabalho do professor Ricardo Hausmann, da Harvard University. Em um diagnóstico do crescimento econômico brasileiro, Hausmann esclarece os desafios que nos impedem de criar a base fiscal para uma aceleração sustentável.

Autores

Ricardo Hausmann

Ricardo Hausmann

Professor da Harvard Kennedy School

Capítulos e principais tópicos
  • Os dias felizes estão de volta
  • Tendo em vista o desempenho macro, a taxa de crescimento é surpreendentemente baixa
  • Uma abordagem diagnóstica de crescimento
  • Aplicando a abordagem diagnóstica de crescimento ao Brasil
  • O primeiro nível da árvore de decisão: baixo retorno ou alto custo financeiro?
  • O Segundo nível da árvore de decisão: poupança insuficiente ou fraca intermediação?
  • A síndrome: um estado inchado e congestionado
  • Implicações de políticas
  • Aumento da poupança doméstica
  • Abordando os gargalos de oferta do setor público
  • Conclusão
Árvore da Decisão
Investimento Privado

Capítulo 1

1. Os dias felizes estão de volta

desempenho macroeconômico do Brasil desde 2004 foi extraordinário. Depois do risco de um desmoronamento financeiro durante a campanha eleitoral de 2002, o país conseguiu se tornar investment grade. O crescimento do PIB per capita nos últimos cinco anos é maior agora do que em qualquer época da última geração (Figura 1). Além disso, o crescimento do investimento em aproximadamente 16% está aumentando muito mais rápido que a produção, indicando que a taxa sustentável do PIB também está aumentando.

Enquanto a inflação está aumentando no mundo todo devido à elevação dos preços de alimentos e de energia, ela foi particularmente controlada no Brasil, com uma média de aproximadamente 6% em meados de 2008; melhor que Chile, Colômbia, China, Índia e Cingapura, não muito longe dos Estados Unidos e do México e muito melhor que Argentina, Egito, Rússia, Turquia, África do Sul e Venezuela.

Em contraste com as acelerações anteriores no crescimento, como as dos anos 80 e 90, dessa vez, o crescimento não está associado a um boom de gastos domésticos não-sustentáveis com base em uma deterioração externa e fiscal. Pelo contrário, o desempenho do setor de exportação tem sido bastante expressivo em termos de volume (Figura 2) e a melhora nas contas externas e públicas é impressionante (Figura 3). O fluxo líquido de IED e a acumulação de reservas também estão bastante fortes. A melhora nos indicadores fiscais também é notável. Índices de dívida em relação ao PIB estão baixando, refletindo melhora nas balanças primária e nominal, na apreciação da moeda, e uma aceleração do PIB (Figura 4). O descasamento de moeda (currency mismatch) foi eliminado na dívida pública. Agora, pela primeira vez, uma depreciação da moeda está levando a uma melhora, em vez de uma deterioração dos indicadores da dívida. Indicadores de risco-país (Figura 5) tendem a convergir com os do Chile e México, países investment grade, e se afastar do resto do mercado emergente. O país foi poupado do turbilhão financeiro que apanhou os Estados Unidos e a Europa com bancos ainda expandindo seus balanços a taxa de juros de spread em queda. Enquanto o mundo está sofrendo um surto de ansiedade, a confiança do consumidor no Brasil está em alta. O Brasil parece estar preparado para abandonar seus ciclos de expansão e recessão e para entrar em um período de crescimento sustentável e progresso social.

 

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