CLP – O desemprego entre os jovens brasileiros
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O desemprego entre os jovens brasileiros

24/11/2017 -

Felipe Barros | Flickr Creative Commons

No Brasil, 30% da população de jovens de 15 a 24 anos está desempregada, determinando a maior taxa em 27 anos, enquanto a média mundial é de 13,1%. Essas informações são da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que realizou um estudo intitulado Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017.

 

O cenário brasileiro

 

No estudo, das 190 economias avaliadas, 36 delas têm uma situação pior que a do Brasil para os jovens. Na Síria, por exemplo, a taxa de desemprego nessa faixa é de 30,6% e no Haiti, de 34%.

A queda do crescimento da economia brasileira, a informalidade e as incertezas de investimentos foram responsáveis pelo aumento do desemprego brasileiro em geral, e também, entre os jovens.

Na linha do tempo, em 1991, a taxa brasileira de desemprego entre os jovens era de 14,3% e, em 1995, chegou a cair para 11,4%. Durante a segunda metade da década de 90 registrou um aumento, com um pico em 2003, chegando 26,1% de desemprego entre os jovens. Entre anos de 2004 a 2014, a taxa caiu atingindo 16,1%. Com a crise, atualmente, a taxa está no patamar de 27,1%.

O nível de escolaridade aprofunda as desigualdades entre os jovens brasileiros. Os que possuem maior nível de escolaridade terão uma transição mais curta entre a escola e mercado de trabalho, enquanto aqueles com escolaridade primária podem levar um tempo cinco vezes maior para encontrar um emprego.

 

Os desafios do trabalho juvenil

 

O relatório aponta que a economia informal é o futuro e presente de muitos jovens. Assim, o desafio do desemprego não envolve somente a criação de novos postos de trabalho, mas também, questões sobre a qualidade do emprego. As políticas públicas devem focar em mudanças que contemplem as questões tecnológicas, como o investimento em aprendizagem e habilidades digitais.

 

Pobreza e vulnerabilidade das mulheres

 

A OIT também destaca a vulnerabilidade das mulheres jovens no mercado de trabalho mundial, o sexo feminino possui um maior índice de desemprego e uma taxa de participação de 16,6 pontos percentuais menor que a dos homens jovens. Além disso, a diferença de gênero na taxa de jovens que não estão trabalhando, nem estudando ou recebendo treinamento é ainda maior: globalmente, essa taxa é de 34,4% das mulheres jovens, comparado a 9,8% dos homens jovens.

 

O que as cidades vem fazendo

 

A cidade de Teresina/PI sempre possuiu um grande potencial de desenvolvimento. Porém, conviva  com uma alta taxa de desemprego, principalmente entre a população jovem. Para solucionar esse problema, após pesquisas com base em dados do cenário nacional, selecionaram o segmento de Call Center, por apresentar um grande potencial de empregabilidade nas regiões onde se instalam. Desta forma, nasceu o Programa de Enfrentamento ao Desemprego (PED) que teve início em 2013, oferecendo 5 mil vagas de emprego em seu primeiro ano. Atualmente, já foram abertos mais de 15 mil postos de trabalho com a implantação de 4 sites (instalação física), sendo mais de 50 mil pessoas beneficiadas nesses anos de implementado o programa,  caracterizando o programa público com parceria privada que mais gerou emprego na história do Piauí. Saiba mais.

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