CLP – Ranking de Competitividade revela os estados brasileiros que estão conseguindo melhorar os serviços públicos
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Ranking de Competitividade revela os estados brasileiros que estão conseguindo melhorar os serviços públicos

18/11/2015 - Fonte: CLP Notícias

O Centro de Liderança Pública (CLP), a Tendências Consultoria e a Economist Intelligence Unit lançaram na BM&FBOVESPA, no dia 18/11 (quarta-feira), o Ranking de Competitividade dos Estados, que identifica quais estados brasileiros estão melhorando a competitividade e os serviços públicos para os cidadãos.

São Paulo ficou na primeira colocação no Ranking de Competitividade dos Estados com nota 90,1, seguido por Paraná com nota 79,7 Santa Catarina com nota 77,3 e Distrito Federal com nota 69,8. Ceará, com nota 52,1 e Pernambuco, nota 51,4 são os Estados do Nordeste melhores colocados, porém, aparecem somente na 12ª e 13ª colocação, atrás de todas as UFs do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Os últimos colocados foram Amapá com 35, Acre com 34,4 e Alagoas com 23,4.

Conheça a plataforma do Ranking de Competitividade

O Ranking possui 10 pilares que por sua vez, são formados a partir do agrupamento de 64 indicadores de abrangência nacional e atualização periódica. Os pilares são:
- Segurança Pública
- Eficiência da Máquina Pública
- Sustentabilidade Social
- Capital Humano
- Infraestrutura
- Inovação
- Educação
- Potencial de Mercado
- Solidez Fiscal
- Sustentabilidade Ambiental

No evento de lançamento, aconteceu o debate sobre o Ajuste Fiscal e a Competitividade dos Estados com Marcos Lisboa, Diretor-Presidente do Insper, e Aod Cunha, Sócio do BTG Pactual, com mediação de Mônica Waldvogel (GloboNews). O debate trouxe um histórico da atuação do poder público na vida econômica do país e destacou a falta de equilíbrio fiscal da União em diversos momentos. “Não temos um problema de eficiência ou de capacidade de geração de receita fiscal, pois elas cresceram acima do PIB. Nosso problema foi termos sempre despesas correntes acima da capacidade de arrecadação”, disse Aod Cunha.

Já Marcos Lisboa levantou um dilema que perpassa o discurso sobre competitividade no Brasil. “Toda hora vai um setor bater em Brasília pedir proteção porque não sabe competir”, afirmou. Em seguida, os governadores de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás - Geraldo Alckmin, Raimundo Colombo, José Ivo Sartori e Marconi Perillo - participaram de um painel que discutiu "Os Desafios da Competitividade nos Estados Brasileiros".

Os governadores concentraram a discussão na necessidade do Brasil ter um melhor equilíbrio fiscal e destacaram o atual momento de dificuldades das contas públicas, como o momento essencial para trabalhar a eficiência da gestão pública. Ivo Sartori acredita que “precisamos arrumar a casa primeiro e ter atitude para mexer onde geralmente não se mexe”. Já Raimundo Colombo lembrou das dificuldades de gestão advindas da grande burocracia no poder público, “Nós colocamos tantos órgãos de controle durante a Constituição de 88, que hoje é quase impossível fazer gestão pública”.

Marconi Perillo acredita que as reformas estruturantes para o aumento do nível de competitividade do Brasil deve começar no nível federal. Para ele, “o maior desafio deste ano foram as reformas que deixaram de ser feitas no nível federal. Todos nós padecemos com a falta de reformas estruturantes que deveriam ter sido feitas em nível federal”. Geraldo Alckmin conclui de forma enfática “se o Brasil não crescer, vai morrer na praia. Não tem solução se não tiver crescimento.”

Além do ranking geral, os Estados foram classificados em cada pilar e cada indicador. A escolha dos pilares e indicadores contou com intensa contribuição de notórios especialistas nas diferentes áreas de abrangência do ranking.

Pilares e Indicadores
São Paulo ficou na 1ª colocação em quatro pilares: infraestrutura, educação, inovação e potencial de mercado. Ficou em 2º colocado em segurança pública, em 3º em sustentabilidade social e eficiência da máquina pública e em 4º nos pilares de capital humano e sustentabilidade ambiental. No pilar de solidez fiscal, SP mostrou sua pior colocação, em 16º.

Paraná ficou em boas colocações em todos os pilares: 1º colocado em segurança pública; 2º em infraestrutura e sustentabilidade ambiental; 3º em educação; 4º em sustentabilidade social; 5º em eficiência da máquina pública e em inovação; 6º em solidez fiscal e 7º em capital humano e em potencial de mercado.

Santa Catarina apresentou boas colocações em 8 pilares: 1º colocado em sustentabilidade social; 3º em segurança pública, capital humano e inovação; 4º em infraestrutura, educação e eficiência da máquina pública. Nos pilares de sustentabilidade ambiental e no de potencial de mercado, SC ficou em 15º e 19º colocação, respectivamente.

Na outra extremidade, Alagoas ficou na última colocação do ranking geral. O Estado ficou nas últimas colocações em quase todos os pilares: 27º em segurança pública e educação; 26º em potencial de mercado; 25º em sustentabilidade social e capital humano; 22º em inovação; 21º em infraestrutura; 24º em solidez fiscal e 20º em eficiência da máquina pública.

No atual contexto de ajuste fiscal nos estados, o Ranking de Competitividade possui potencial para operar como um poderoso sistema de auxílio dos agentes públicos na priorização de investimentos, pois fornece um mapeamento dos seus fatores de competitividade e de fragilidade em cada Estado. “Os gastos correntes dos Estados têm aumentado e sobra pouco para investir. O Brasil precisa melhorar para ser mais competitivo”, comenta Luiz Felipe d'Avila, Diretor-Presidente do Centro de Liderança Pública.

Ao mesmo tempo, "O ranking proporciona aos cidadãos uma eficiente ferramenta de avaliação da qualidade dos serviços públicos", segundo Adriano Pitoli, sócio da Consultoria Tendências.

Confira a plataforma do Ranking de Competitividade dos Estados com todos os dados: http://www.rankingdecompetitividade.org.br

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