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Por uma economia mais igualitária e sustentável, Pará 2030 se prepara para sair do papel

Marcos Mendes Foto: Ascom/Sedeme

Alinhamento de funções e responsabilidades, novos conhecimentos, sistema de governança e desenvolvimento de metodologias. Essas expressões e seus respectivos conceitos e práticas foram temas recorrentes para o grupo de 28 servidores estaduais, que irão compor a partir de agora a Unidade de Entrega do Pará 2030. A oficina de qualificação, ministradas pelas consultoras Gabriela Paranhos e Aglaia Vaz, da McKinsey & Company, empresa com expertise internacional em planejamentos estratégicos, se encerrou na última quinta-feira, 18, após três dias consecutivos de treinamento, com forte adesão dos técnicos do Estado.

A ideia é que a Unidade de Entrega tenha a função de dar foco, disciplina e prioridades às atividades que o Estado precisará desenvolver para que o Pará 2030 aconteça na prática. A UE terá grupos focais dentro de cada secretaria e órgão envolvidos a fim de que esses servidores com perfis técnicos e de liderança política, a grande maioria do quadro efetivo do Estado, possam destravar os nós que eventualmente apareçam e tomar decisões necessárias.

Nos últimos cinco meses, o Pará 2030 vem sendo desenvolvido com ampla participação de segmentos produtivos e acadêmicos, que têm sido abertos e participativos. Representantes de cadeias produtivas relevantes estiveram em reuniões temáticas e deram ideias, apresentaram sugestões dentro da realidade de entraves que eles identificam na área econômica para se desenvolverem mais e melhor.

No próximo dia 26, o governador Simão Jatene participará de um evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), promovido pelo Valor Econômico, um dos veículos de economia mais importantes do País, onde ele falará das oportunidades de investimentos no Estado e apresentará projetos estruturais, a exemplo da Ferrovia Paraense (Fepasa), bem como, abordará o plano de desenvolvimento econômico estratégico ora em elaboração no Estado. Mais de 250 inscrições já foram confirmadas. Na plateia, empresários, industriais e representantes de Fundos de Investimentos.

Marcos MendesSaiba como os servidores receberam o treinamento e o que eles apontam como principais desafios do Pará 2030
“O treinamento foi importante porque nos deu uma visão geral de como o programa será desenvolvido, qual o nosso papel nesse grupo de trabalho, considerando o que nós vamos intermediar e mediar junto aos nossos órgãos específicos. O desafio é corrigir os obstáculos em tempo hábil para consolidar o Prog17rama, que é de longo prazo, e não pode sofrer descontinuidade. Que ele realmente mude nossos indicadores econômicos já nesta gestão de governo a ponto de não poder ser ignorado por outras gestões, por ser entendido como um Programa de Estado e não de Governo’’, disse Celeste Lourenço, Coordenadora Técnica da Diretoria de Qualificação Social, Profissional e de Empreendedorismo, da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

Foi excelente porque esclareceu a proposta para a gente e isso é fundamental. É só o início, a gente terá novos encontros para amadurecer ainda mais a equipe. Os desafios são muitos, um deles, é justamente a junção de tantos órgãos. Eu estava curioso para ver como isso aconteceria e isso já está acontecendo, então as coisas virão para melhorias de nosso Estado’’, afirmou o Rosival Possidônio do Nascimento, diretor técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater Pará).

“Importante porque percebi um nivelamento de informações entre todos sobre o Pará 2030. É necessário que todos se engajem para alcançarmos nossos objetivos. O desafio é conseguir esse comprometimento em cem por cento para que o Plano seja efetivado em seu tempo hábil, com todos trabalhando, acreditando e que não aconteça nada no caminho que possa impactar negativamente, por falta de conhecimento ou iniciativas práticas’’, ponderou Lorena Aguiar, gerente de Atração de Investimentos e Negócios da Coordenação de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec).

“Houve um ótimo engajamento de todos que vão compor a unidade gestora do Pará 203, com a clara percepção de que esse projeto de desenvolvimento net1é uma construção coletiva. Ele não foi criado em gabinete ou por uma consultoria, mas feito há muitas mãos e tem de ser implementado num esforço coletivo que envolverá secretarias, órgãos e centenas de milhares de pessoas. Um projeto de fôlego para os próximos 15 anos. O maior desafio é sua arrancada, ele tem de arrancar bem, com energia já na saída, para depois ser mantido ao longo dos anos. Os participantes da oficina, em geral, colocaram como um grande risco a questão da descontinuidade do Plano, infelizmente, é um mal da política pública brasileira, quando há mudanças, temos boas políticas públicas abandonadas. É um risco que se impõe a qualquer programa público que se inicia. Mas, nós estamos confiantes que o projeto terá adesão não só do corpo técnico do Governo, mas da sociedade. É isso, em última análise, que garante o sucesso e a perenidade de qualquer política pública. Estamos confiantes que o Pará 2030 será um marco no desenvolvimento do nosso Estado", frisou Justiniano Netto, secretário extraordinário do Programa Municípios Verdes (PMV).

Texto e Fotos – Ascom/Sedeme.

Confira o artigo na íntegra no site da Sedeme.

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