Atualmente a questão da diversidade tem ganhado notória importância no campo de estudos acadêmicos, mas também no ambiente organizacional. As manchetes dos jornais tem retratado repetidos casos de discriminação e pré-conceito vividos por pessoas em todas as partes do mundo e a sociedade tem dado sinais de que isso não deve mais ser tolerado. Diversidade significa representar a sociedade, uma sociedade plural, ou seja, composta por pessoas de diferentes características como cor, raça, gênero, orientação sexual, entre outros.
Apesar das instituições estarem mais atentas e preocupadas com temas relacionados à inclusão e diversidade, observa-se que as iniciativas criadas, muitas vezes, não geram o impacto esperado e isto está intimamente relacionado à falta de pertencimento. Uma coisa é fato: sem líderes representativos, não existe inclusão. Sem inclusão, prevalece a desigualdade, em suas diversas roupagens.
A Rede Negritude Pública surgiu a partir da inquietação da Turma 7 do Master em Liderança e Gestão Pública – MLG/CLP após uma atividade introdutória feita em parceria com o Instituto República, em Outubro de 2020, em que nos foi apresentada a campanha “Onde estão os negros no serviço público”.
Observado que nesta turma em específico, apenas 15 estudantes se declaram como negros (5pretos e 10 pardos) e, ao todo, 55 estudantes (23%) dos Líderes MLG se identificam da mesma forma (9 pretos e 46 pardos).
Considerando ainda a hipótese de que muitos pardos, caso soubessem que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE classifica esta categoria como pertencente ao grupo denominado como negros, mudariam suas respostas, passamos a ponderar sobre o fato de que, em um país cuja população é majoritariamente negra e que esse estrato social é o mais afetado pela desigualdade e violência no Brasil, acreditamos que faz sentido discutirmos com mais afinco a questão da diversidade em espaços acadêmicos, a começar pelo MLG.
O nome Negritude Pública traz uma dicotomia intencional: ao mesmo tempo que se refere a atuação majoritária dos membros do grupo no serviço público (de maneira direta ou indireta),também está relacionado ao significado “daquilo que pode ser feito diante dos demais”, isto é, ao nosso objetivo comum de ampliar a discussão sobre raça no MLG/CLP, a partir de três eixos:
Assim, enquanto Grupo, a nossa ambição consiste em dar visibilidade e reconhecimento à temática, fomentar uma transversalidade efetiva no campo de políticas públicas e, sobretudo, gerar conhecimento e sensibilização dos membros da Rede MLG.
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